crianças brincandoQuando a doença ainda não havia sido analisada de forma aprofundada, muitos profissionais e pais, acreditavam que as crianças não tinham a capacidade de desenvolver capacidades intelectuais e motoras. Sendo assim, muitos foram privados de educação e contato com outras pessoas. Assim como as crianças comuns, as que possuem Síndrome de Down devem ser inseridas na sociedade desde o nascimento.

A inclusão é um direito garantido pelo Estado e o paciente deve ser tratado com o respeito devido. Essa inclusão é positiva para que elas convivam bem com as outras pessoas e para que suas mentes sejam estimuladas. Primeiramente, ela deve ser aceita por completo em sua família para depois ser incluída no convívio de outras pessoas como, por exemplo, seus colegas na escola.

Um problema que deve ser enfrentado pelos portadores dessa doença e por seus familiares é o preconceito que ainda existe na sociedade. A inclusão ainda não é feita por todos os estabelecimentos educacionais e algumas pessoas têm pouca informação sobre o assunto. Na televisão, a Síndrome de Down já é tratada com mais respeito e importância.

Educação Inclusiva

Atualmente, muitos pais buscam matricular seus filhos em escolas regulares como parte da inclusão deles no convívio com outros estudantes. Qualquer escola pública ou particular é obrigada a aceitar a matrícula desse aluno. Esse processo recebe o nome de educação inclusiva e ajuda a promover a cooperação e o convívio entre os portadores e as outras crianças.

Em 1998, foi realizado o Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento, quando foi estabelecido que um sistema educacional inclusivo deveria ter a ciência do aprendizado para todas as crianças, respeito às diferenças, sem restrições para esses alunos e a oferta de uma estrutura que atendam a eles.

O que é inclusão?

- Atender todos os estudantes de forma igualitária;

- Possibilitar o acesso a qualquer parte da escola;

- Fornecer aos professores o apoio necessário para que o ensino seja de boa qualidade para todos os alunos;

- Ter ciência de que os alunos possuem diferentes etapas de aprendizado;

- Fornecer alternativas de ensino.

Fisioterapia na Síndrome de Down

inclusão na síndrome de downA fisioterapia é utilizada para estimular a capacidade motora da criança. Dessa forma, a intensidade com que ela é utilizada varia de acordo com a idade e o desenvolvimento do paciente. O ideal é que a criança progrida com base em suas próprias capacidades. Podem ser realizadas sessões para ajudá-la a andar e corrigir a postura. Além disso, esse trabalho ajuda a prevenir sequelas, fortalecer a musculatura, alongar o corpo e prepará-lo para uma maior independência.

Um dos maiores trabalhos de fisioterapia para os pacientes é a equoterapia, que trabalha no desenvolvimento psicológico e motor. Quando eles andam a cavalo, conseguem movimentar-se nas mais diversas direções e ajudam na coordenação e equilíbrio do corpo.

Leis relacionadas a Síndrome de Down

  • Constituição Federal (1988): Nos artigos 208 e 227 dispõem que é dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, principalmente, na rede regular de ensino;
  • Lei Federal CORDE (1989): Nos artigos 24 a 29, ela dispõe sobre a Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência;
  • Decreto 10.098 (2000): Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade;
  • Decreto 186 (2008): Aprova o texto da Convenção da ONU sobre os direitos da pessoa com deficiência.