símbolos diferença dos sexosA verdade é que não há um tratamento exclusivo que possa reverter a Síndrome de Down. São realizadas ações para reduzir os efeitos de problemas congênitos e realizadas medidas de inclusão da criança. Não há uma classificação específica para a doença, mas existem variações no desenvolvimento mental e motor de cada paciente e isso interfere nas medidas de inclusão. Desenvolvimento da Síndrome de Down.

Os bebês apresentam hipotonia, ou seja, são mais quietos e tem dificuldade para engolir e para sustentar seu corpo. Porém, assim como as crianças que não tem a doença, os pais devem verificar as atitudes do bebê e o ensiná-lo a cuidar de si mesmo o mais cedo possível. A independência pessoal é algo que acontece com todos e com os portadores de Síndrome de Down não poderia ser diferente. Muitos superam qualquer limitação e praticam esportes, viajam, se casam e trabalham.

Alimentação para Portadores de Síndrome de Down

A alimentação é um aspecto importante para os portadores dessa síndrome, pois quando crianças, elas têm dificuldade em ganhar peso e quando chegam na adolescência, podem sofrer com a obesidade. Além dos possíveis problemas de estômago, os pacientes podem apresentar dificuldades no momento da mastigação e problemas de saciedade. Os alimentos devem ser consumidos com cuidado para evitar o acúmulo de peso. É importante um acompanhamento profissional de um nutricionista para que ele inicialmente avalie os hábitos e as dificuldades da criança ao se alimentar.

Posteriormente, devem ser feitas avaliações de peso, quantidade de gordura no corpo e altura. É importante separar o resultado da média obtida em uma criança comum, que é bem diferente dos portadores de Síndrome de Down. Deve-se ter uma alimentação saudável e distribuída durante todo o dia. Além disso, os alimentos devem ser comidos lentamente, para incentivar a mastigação e o desenvolvimento do portador. Dê preferência às frutas, verduras e legumes, hortaliças, sucos naturais, fibras, azeite e alimentos ricos em ômega 3.

Desenvolvimento da Criança com Síndrome de Down

0 a 6 meses de idade: Observe seu filho e verifique qual a maior dificuldade que ele enfrenta e tente estimular mais essa parte. Podem-se utilizar brinquedos, músicas e histórias para atrair a atenção do bebê. Além disso, ele pode ser colocado em diversas partes da casa a fim de acostumá-lo com o ambiente familiar. Alguns bebês podem apresentar mais dificuldade para sugar o leite materno e por isso é importante a escolha de um bico de mamadeira com furo menor e ortodôntico.

Algumas crianças nessa idade ficam com as mãos e as pernas abertas e isso afeta o desenvolvimento. Sempre procure deixar as pernas dele juntas. Dê preferência para brinquedos coloridos, com formas, de vários materiais e que possam sempre estimulá-lo. Durante os banhos, brinque com ele, converse e massageie pés e mãos para que a criança aprenda.

6 a 12 meses de idade: Fase em que o bebê fica mais esperto com o que ocorre ao seu redor e passa a rastejar. Fale bastante com ele para estimular a fala e para que ele reconheça atividades diárias como tomar banho, almoçar e trocar de roupa. Nos passeios, procure apresentar coisas novas para ele e fale o tempo todo sobre o que estão vendo. Estimule a postura da criança.

criança bebendo leite12 a 24 meses de idade: Nem sempre o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down será correspondente a sua idade. Essa limitação deve ser vista com respeito e cuidado. Nessa fase, elas já escolhem coisas e emitem muitos sons e gestos. Os pais devem educá-los mostrando o que é certo e errado para que ele vá aprendendo. Utilize brinquedos como bolas, caixas ou brinquedos de encaixe. Além disso, estimule a posição em pé para que ela se habitue.

2 a 5 anos de idade: Nessa fase, elas podem já estar caminhando, sentam com mais facilidade e emitem mais sons que já tenham aprendido. Aqui, os problemas com o intestino e a respiração podem ser reduzidos, mas devem ser sempre avaliados. Elas podem começar a fazer a higiene pessoal como aprender a tomar banho e escovar os dentes. Outro fator de desenvolvimento nessa fase é se vestir sozinho (isso pode só acontecer por volta dos cinco anos de idade).

Estimule mais a fala da criança e ensine as principais regras de educação para que ela tenha consciência de que deve sempre realizar esse tipo de gesto. Quando a criança passar a frequentar a escola, os pais ainda devem estimular seus avanços em casa. Explique os perigos que existem como pessoas estranhas, as pistas e riscos de queda. Instigue seu filho a participar das atividades escolares, mas respeite as limitações da Síndrome de Down.

Avalie a melhor escola para seu filho de acordo com as limitações dele. Verifique cada uma e analise as pessoas que irão cuidar dele. As escolas ajudam na inclusão de seu filho e também o habitua a ficar sem a família por alguns períodos. Continue realizando exercícios para que a criança se desenvolva o máximo possível. Estimule a fala, a caminhada, a dança e o pensar.

Adolescência com Síndrome de Down

Assim como os adolescentes comuns, os portadores de Síndrome de Down passam por muitas descobertas no início da adolescência. Os meninos sofrem com uma possível infertilidade e apresentam sinais de obesidade. Ao chegar aproximadamente aos 17 anos, eles já terão completado o desenvolvimento sexual.

Já nas meninas, a primeira menstruação acontece dos 11 aos 13 anos, sendo que, dependendo do caso, elas podem reproduzir, mas a chance de nascer uma criança com Síndrome de Down é de 50 %. É reduzida a ocorrência de uma vida sexual ativa entre os portadores da síndrome. Ou seja, eles vêm a maioria das pessoas como amigos e elas em sua maioria estão envolvidas em seu círculo familiar e escolar.